Livro: BH Nossa Natureza.

Feliz! É assim que defino o momento do lançamento do meu segundo livro de fotografias, que desta vez aconteceu em Belo Horizonte, intitulado de BH Nossa Natureza, trabalho que contempla as belezas naturais da cidade.

O livro foi patrocinado pela Lei de Incentivo à Cultura da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, e lançado oficialmente em 17 de fevereiro de 2017 no auditório do Arquivo Público Mineiro – APM, localizado próximo ao complexo arquitetônico da Praça da Liberdade.

  

A obra tem como objetivo central despertar a sensibilidade pela preservação da natureza encontrada nos parques da capital mineira, assim como registrar artisticamente as belezas naturais do município.

Com mais de 150 páginas e 250 fotografias, o livro traz um apanhado da fauna e da flora, das formações rupestres características da região além de belas paisagens.

Páginas internas com espécies da fauna e flora:

  

O livro é um acervo fotográfico da vida natural que contribui para o registro de espécies em risco de extinção e de espaços de natureza preservada na cidade, e promove o resgate e a manutenção da memória sobre a biodiversidade de Belo Horizonte.

Um trabalho realizado com muito amor, dedicação e carinho.

Gratidão à todos.
Tiago D.

 

 

Para refletir!

Inicio essa reflexão com uma pergunta: “Qual é a tua obra?”

(…) estava em minha rotina de trabalho, quando recebo um e-mail, seguido de um telefonema. O motivo: um produtor prospectando o meu interesse e disponibilidade em realizar um trabalho relacionado a fotografia de natureza.

Semanas depois, eu estava a caminho, mais especificadamente indo para Belo Horizonte, que por sinal faz jus ao seu nome em meio aos montes.

Antes de mais nada, abro aqui um parenteses para afirmar que se engana aqueles que declaram e rotulam a fotografia de natureza como algo simplório e comum, pelo contrário, para fotografar natureza é necessário se despir de pré-conceitos, entender uma complexidade gigantesca de eventos que envolvem diversas faculdades e mergulhar em uma imensidão de possibilidades (…), assunto para outra hora! Fecho aqui o parenteses.

Sim, é verdade que tenho satisfação em desenvolver trabalhos ligados à fotografia de natureza, assim como tenho enorme prazer em rever as fotos de um casamento que fotografei a poucas semanas ou então um editorial para alguma publicação impressa. Prefiro me desvincilhar das amarras e me libertar da mesmice, do quadradinho da repetição; para voar por diversos caminhos na fotografia; seja na fotografia de natureza, retratos, publicitária ou de eventos! Se isso for ser “fotógrafo de passarinho”, ok! 

A fotografia é isso: rompimento, transição, mutação, alternância, possibilidades, desafios, oportunidades, e nada mais desafiador do que fotografar natureza, prever o imprevisível, buscar o desconhecido, esperar o inesperado; e a fotografia de natureza proporciona tudo isso!

A fotografia de natureza é artística e ao mesmo tempo é documental; é educacional e ao mesmo tempo encantadora; na maior parte do tempo, você esta a sozinho, é você com você mesmo pensando como agir, para onde olhar, o que buscar, quando registrar, novamente um parênteses – “o momento decisivo” de Bresson – mas tudo pode mudar no instante seguinte quando algo aparece bem na sua frente, rouba a sua atenção diante de toda aquela imensidão (…), e em uma fração de tempo desaparece, restando apenas a fotografia daquele momento único, incontrolável e inesquecível. É puramente ENCANTAMENTO!

Então, novamente…

“Qual é a tua obra?” – Expressão de Mário Sérgio Cortella